Uma piscina biológica é uma piscina limpa por plantas ou por filtração biológica, em vez de cloro. Algumas são lagos naturais para banhos, com caniços à volta. Outras escondem a filtração numa casa das máquinas e parecem uma piscina revestida a mosaico.
"Piscina biológica", "piscina natural" e "biopiscina" usam-se muitas vezes como sinónimos, e os tipos são muito diferentes em custo, aquecimento e manutenção. Explicamos aqui o que é cada um, quanto pode custar uma piscina biológica e uma opção de que a maioria dos guias não fala.
A Origin Aqua trata água de piscinas sem cloro desde 2010. Não construímos lagos nem piscinas, por isso este conselho não lhe está a vender nenhum. Fale-nos do seu projeto →
Há três coisas diferentes vendidas com o mesmo nome:
O que os dois primeiros têm em comum é não usarem cloro nem eletrólise de sal como tratamento principal. Quando um projetista fala em "piscina biológica" pode estar a referir-se a qualquer um deles, por isso confirme a que tipo corresponde o orçamento.
Sim, quando o sistema está bem projetado e dimensionado para o número de banhistas. Uma piscina biológica não desinfeta a água como uma piscina com cloro. As plantas e as bactérias da zona de filtração removem os nutrientes (fosfato, azoto e carbono) de que as algas e os agentes patogénicos precisam para se multiplicar.
Quando o sistema é pequeno demais, mal mantido ou apanhado por uma vaga de calor prolongada, esse equilíbrio pode falhar. As algas deixam a água verde e a transparência pode cair durante dias.
Numa piscina biológica privada, a qualidade da água depende do projeto e da manutenção. Antes de encomendar uma, peça ao construtor que explique como dimensiona a filtração, que análises recomenda e o que acontece num verão longo e quente.
As algas e as bactérias da água precisam de três nutrientes: fosfato, azoto e carbono. Retirando-os, nenhuma consegue instalar-se, com ou sem desinfetante.
Num lago natural para banhos, uma bomba faz circular a água pela zona de regeneração. As raízes das plantas e as bactérias que vivem na gravilha absorvem esses nutrientes. Funciona quando a densidade de plantas, o caudal e o tamanho da zona estão de acordo com o volume de água e o número de banhistas. Sistemas mal dimensionados ficam verdes.
A investigação que está na base do Mineral+Biome® mostrou que são sobretudo as bactérias na gravilha, e não as plantas, que fazem a maior parte dessa remoção de nutrientes.
O ponto fraco conhecido é que a filtração por plantas não é estática. À medida que a zona plantada amadurece, acumulam-se raízes e matéria orgânica e o tratamento dos nutrientes perde eficácia. Mais cedo ou mais tarde, a zona precisa de uma intervenção profunda, de que a maioria das conversas comerciais não fala.
Num lago natural para banhos, as plantas são o filtro, por isso escolhem-se pela função e não só pelo aspeto. As plantas flutuantes, como os nenúfares, fazem sombra a parte da superfície e ajudam a manter a água mais fresca no verão. Os caniços e outras plantas de margem densas ocupam as plataformas de gravilha à volta da zona de banho.
Quer água limpa e sem cloro sem um lago com plantas?
O Mineral+Biome® usa filtração biológica numa piscina convencional, sem cloro nem sal. Instala-se numa piscina existente em 1–2 dias.
Um lago natural para banhos limpa a água com plantas, não com um filtro. Caniços, juncos e plantas submersas crescem numa zona de regeneração, a água circula por elas e as raízes retiram os nutrientes de que as algas precisam. Sem produtos químicos: as plantas e as suas bactérias fazem o trabalho.
O resultado parece e comporta-se como um lago natural, porque é isso mesmo. Libelinhas, rãs e escaravelhos-de-água instalam-se. As margens são suaves e o fundo é muitas vezes de gravilha ou areia em vez de mosaico.
Num lago só com plantas, a zona plantada ocupa 30 a 50 % da superfície. Num projeto de 10 x 5 m, até metade da área são plantas e não zona de banho. O aspeto e o filtro são a mesma coisa, a não ser que a filtração se faça de outra maneira (veja a opção híbrida mais abaixo).
| Lago natural para banhos | Piscina biológica com filtro | Piscina Mineral+Biome® | |
|---|---|---|---|
| Precisa de zona de plantas? | Sim (30–50 % da superfície) | Às vezes | Não (ou cerca de 20 % num projeto híbrido) |
| Pode ser aquecida? | Só um pouco | Alguns projetos | Sim, até 30 °C |
| A filtração perde eficácia com o amadurecer das plantas? | Sim, ao longo de vários anos | Às vezes | Não |
| Atrai vida selvagem? | Sim | Às vezes | Não (salvo num projeto híbrido) |
| Funciona numa piscina existente? | Só reconstruindo-a | Só reconstruindo-a | Sim, instalado em 1–2 dias |
| Parece uma piscina? | Não | Em parte | Sim |
| Cloro ou sal na água? | Não | Não | Não |
Um lago natural híbrido, que mantém alguma vegetação mas deixa o Mineral+Biome® fazer a maior parte da filtração, fica entre a coluna do meio e a da direita. Falamos dele mais abaixo.
Uma piscina biológica não é uma alternativa barata a uma piscina convencional. Em Portugal não há preços de referência publicados por uma fonte independente: os construtores orçamentam projeto a projeto, e alguns só o fazem depois de analisar o terreno e a água disponível. Um dos construtores portugueses mais conhecidos indica uma área mínima de 150 m² para implantar uma piscina biológica, o que mostra quanto terreno o sistema pede.
O que faz variar o preço:
As piscinas biológicas com aspeto de piscina revestida tendem a custar mais do que os lagos plantados, mais perto de uma boa piscina convencional. Para perceber para onde vai o orçamento de uma piscina, veja o nosso guia de preços de piscinas, e peça sempre vários orçamentos com o IVA, a escavação e a manutenção do primeiro ano discriminados.
Há quem o faça, e a autoconstrução pode baixar o custo. Os riscos estão no que não se vê: a impermeabilização, a profundidade e as margens para nadar em segurança, e o acerto do equilíbrio biológico. Se for por esse caminho, pague a um especialista para projetar e dimensionar a filtração, mesmo que faça a escavação sozinho.
Só um pouco, se for um lago com plantas. As plantas e as bactérias que limpam a água trabalham dentro de uma gama natural de temperaturas. Aqueça a água muito acima disso e as algas tornam-se difíceis de controlar.
O calor do próprio verão também conta: numa vaga de calor longa, a água de um lago pode aquecer demasiado, e é então que as algas ganham terreno. As plantas flutuantes e a profundidade ajudam a manter a água mais fresca.
As piscinas biológicas que mantêm a filtração fora da zona de banho, com meios biológicos em vez de plantas vivas, aguentam normalmente temperaturas mais altas. O Mineral+Biome® funciona até 30 °C, por isso a piscina pode ser aquecida, coberta e usada durante muito mais tempo no ano.
Se alargar a época de banhos é o seu objetivo principal, um lago plantado não é o ponto de partida certo. E se está a pensar em sal, lembre-se de que uma piscina de água salgada continua a produzir cloro.
Um lago natural para banhos é genuinamente bonito. As plantas atraem libelinhas, rãs e aves, as margens são suaves e as gramíneas mexem com o vento. Integra-se num jardim de uma forma que uma piscina revestida não consegue.
Se é isso que procura, um lago para banhos faz isso muito bem. Se quer cobrir a piscina no inverno, aquecê-la na primavera e no outono e que ela pareça uma piscina, um lago é o produto errado, por muito bem que soe.
As piscinas biológicas sem zona plantada ficam a meio caminho: formas contemporâneas, mais fáceis de cobrir, com o aquecimento ainda limitado pela filtração.
Nem um lago nem uma piscina biológica são de manutenção reduzida. Não há produtos químicos para dosear, mas há trabalho sazonal nas plantas, sedimentos a retirar da zona de regeneração e níveis de nutrientes a vigiar. É tanto jardinagem como manutenção de piscina.
Peça ao construtor um plano de manutenção por escrito, com o custo anual previsto, e reserve uma verba à parte para a intervenção profunda na zona plantada à medida que amadurece.
Em Portugal, uma piscina associada a uma moradia está sujeita a comunicação prévia à câmara municipal, e há casos em que é precisa licença: imóveis classificados, zonas de proteção e áreas com restrições de utilidade pública, como a REN, a RAN ou o domínio hídrico. Confirme com a câmara como o seu projeto é enquadrado, sobretudo se for um lago grande.
Uma zona plantada extensa levanta mais questões de drenagem e de uso do solo do que uma piscina corrente, e o PDM de cada município tem regras próprias. Junto a uma linha de água, num imóvel classificado ou numa área protegida, fale cedo com a câmara.
O nosso guia do licenciamento de piscinas explica a comunicação prévia, a drenagem e as casas de piscina.
Não sabe que opção serve a sua piscina?
Damos aconselhamento independente sobre as quatro abordagens deste artigo.
Uma piscina existente pode ser transformada num lago para banhos, mas isso é uma reconstrução: baixar paredes, criar área para a zona plantada, que pode ocupar 30 a 50 % da superfície, e impermeabilizar tudo de novo. Isso ocupa boa parte do jardim à volta da piscina.
O outro caminho mantém a piscina como está. O Mineral+Biome® instala-se na casa das máquinas de uma piscina existente em 1–2 dias, sem zona plantada e sem alterar as tubagens. Pode nadar no próprio dia, e a parte biológica atinge o equilíbrio total em 6–8 semanas.
O filtro microbiano vivo retira o fosfato, o azoto e o carbono de que as algas e as bactérias precisam, sem cloro, sal ou cobre na água (o UV faz parte de todos os sistemas; veja o que entendemos por sem produtos químicos).
A ciência foi publicada com revisão por pares na npj Clean Water (Nature Portfolio): até 99,9 % das bactérias de teste removidas em 24 horas em ensaios de laboratório. Leia como funciona a conversão de uma piscina existente ou como funciona a tecnologia.
Há uma quarta opção de que a maioria dos guias não fala. O Mineral+Biome® pode ser integrado num lago natural ou numa piscina biológica novos, e não apenas instalado numa piscina convencional.
Num lago só com plantas, a zona plantada faz toda a filtração, e é por isso que precisa de 30 a 50 % da superfície e perde eficácia à medida que amadurece. Com o Mineral+Biome® incluído no projeto, o sistema assume a maior parte da remoção de nutrientes. Na prática:
Tem de ser especificado na fase de projeto, porque altera a casa das máquinas e a circulação. Se está a planear um lago natural e quer saber se esta opção se adequa, fale connosco e analisamos a especificação.
Ainda a decidir entre piscina e lago?
Somos consultores independentes, não construtores de piscinas. Fale-nos do seu terreno e dos seus planos e damos-lhe uma opinião honesta sobre a abordagem certa. Gratuito e sem compromisso.
Não há um preço de referência publicado por uma fonte independente em Portugal: os construtores orçamentam projeto a projeto. Conte com um investimento comparável ao de uma boa piscina convencional, e com mais terreno, porque a zona de regeneração pode ocupar 30 a 50 % da superfície. Peça vários orçamentos com IVA, escavação e manutenção discriminados.
Na prática, os nomes usam-se como sinónimos. O que importa é o tipo: um lago natural para banhos, limpo por plantas numa zona de regeneração, ou uma piscina com filtração biológica escondida, que pode parecer uma piscina convencional. Confirme sempre a que tipo corresponde o orçamento.
Um lago com plantas só pode ser aquecido ligeiramente, porque as plantas e as suas bactérias trabalham dentro de uma gama natural de temperaturas. As piscinas com filtros biológicos separados aguentam normalmente água mais quente. As piscinas Mineral+Biome® funcionam até 30 °C.
Um lago bem dimensionado, com a água sempre em circulação, dá poucas condições às larvas, que preferem água parada. Num lago com plantas, a fauna que se instala, como as libelinhas, também se alimenta delas. Zonas mortas sem circulação são o que se deve evitar no projeto.
O trabalho é diferente, não mais leve: plantas a tratar em cada estação, sedimentos a retirar e nutrientes a controlar, em vez de doseamento químico. Peça ao construtor o custo anual previsto por escrito e reserve uma verba para a futura intervenção profunda na zona plantada.
Uma piscina associada à sua casa está sujeita a comunicação prévia à câmara municipal. Imóveis classificados, zonas de proteção e áreas como a REN, a RAN ou o domínio hídrico podem exigir licença e pareceres. Confirme sempre com a câmara, sobretudo num lago grande.
Não. Uma piscina de água salgada transforma o sal em cloro nas tubagens, por isso é uma piscina de cloro por outro caminho. Leia se as piscinas de água salgada não têm mesmo cloro.
Não como uma simples instalação posterior. Tem de fazer parte do projeto, porque altera a casa das máquinas e a circulação. Especificado na fase de obra, assume a maior parte da remoção de nutrientes, reduz a zona plantada para cerca de 20 % da superfície e permite aquecer a água.
Nenhuma destas é a resposta errada. Respondem a perguntas diferentes.
Não construímos lagos nem piscinas biológicas. Fornecemos o sistema Mineral+Biome®, para instalar numa piscina existente ou integrado numa piscina ou lago novos, através de construtores de piscinas e diretamente quando o construtor ainda não é parceiro.
Por isso, o nosso conselho não depende da opção que escolher. Fale connosco para uma opinião honesta sobre o que serve o seu terreno.
Sobre a expressão "sem produtos químicos": referimo-nos à ausência de cloro, sal ou cobre na água de banho. O UV faz parte de todos os sistemas Mineral+Biome®. Vestígios de agentes de controlo do fosfato são usados durante a filtração e removidos na contralavagem, e os suplementos minerais são usados em concentrações de partes por mil milhões. Leia a nossa definição completa.